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Cosme Eduardo, enfim, pegou pelo caminho uma equipe desgastada internamente, por mais que os fatos sejam negados. Cosminho, por falar nisso, nunca foi vontade da torcida. Fui a favor da sua chegada no capa-preta, principalmente pelo tempo escasso até a Copa do Brasil, e por conhecer as peças do grupo, mas após duas rodadas, dava para ver que dificilmente daria liga.
Foto: Gabriel Lordêllo/A Gazeta
Sua saída não surpreendeu. Pelo contrário. Era esperada mais cedo ou mais tarde. Hoje, o Rio Branco, time que talvez mais investe no Estado, vive sua pior fase desde que voltou a se firmar nos cenários finais do futebol capixaba. Óbvio que olhando na tabela o desespero não é tão grande. Uma vitória no jogo a menos diante do Espírito Santo recoloca o time no bolo de cima. Mas, internamente, nas entrelinhas, é preciso correr para não perder de vez a torcida, camisa 12 sempre.
O Rio Branco pode se recuperar e vencer o Capixabão? Pode. Mas esse elenco, que terminou com o jejum de 25 anos sem títulos, ou leva um choque parecido com o que aconteceu na chegada de Dé Aranha, ou periga ficar pelo caminho. Talvez seja o momento de uma renovação mais profunda pós Capixabão. E também de rever algumas diretrizes ligadas diretamente ao departamento de futebol.
O São Mateus, que não tem absolutamente nada com isso, segue mostrando muita força no Sernamby. E mostrou que com time unido, dá para chegar. Vai dar trabalho. Pode crescer ainda mais na competição. E acreditem, pode chegar sim às semifinais, como disse o zagueiro Luciano: 'No futebol capixaba, qualquer um pode ser campeão'.